Perguntas frequentes

As perguntas que vêm antes da primeira conversa.

Estas dez perguntas chegam quase sempre pelo WhatsApp, antes de qualquer encontro. Respondi cada uma por escrito, com o que é fato verificável e com o que depende do seu caso.

Nenhuma resposta aqui é recomendação de investimento nem análise de valores mobiliários.

Não estou satisfeito com o meu assessor de investimentos. Como funciona trocar?

Trocar de assessor não exige vender nada. Se você já é cliente XP, é uma alteração de vínculo pedida a qualquer momento, sem justificativa e sem custo: os ativos ficam onde estão, com a mesma quantidade e o mesmo preço médio. Só muda quem acompanha.

Na XP o pedido é feito pelo navegador — o aplicativo não tem essa opção:

  1. Entre no portal da XP pelo computador.
  2. Menu Atendimento Troque de assessor.
  3. Na caixa do assessor atual, clique em ALTERAR.
  4. Em “Você sabe o código do Assessor de Investimentos para o qual deseja ser transferido?”, marque Sim.
  5. Digite o código 26522 e clique em BUSCAR. Confira se aparece meu nome e o escritório.
  6. Insira a sua assinatura eletrônica.
  7. Clique em REGISTRAR SOLICITAÇÃO.

Na busca pelo código vai aparecer Vitória/ES. É regra da XP: o sistema mostra o endereço da sede da Valor Investimentos, não o da unidade de cada assessor. Eu atendo em São Paulo.

Quatro sinais de acompanhamento que você mesmo checa: com que frequência foi procurado nos últimos 12 meses; se existe um objetivo escrito em algum lugar; se você sabe explicar em voz alta o que tem e por quê; se alguém já lhe disse “não faça nada agora”.

Carência, quando existe, é do produto e não muda com a troca.

Recebi um valor alto de uma vez (herança, venda de empresa, indenização). O que eu faço antes de sair investindo?

Antes de investir, o dinheiro precisa ter dono, prazo e destino. Um valor que chega de uma vez raramente é um bloco único: parte já está comprometida com o imposto do próprio evento e com dívidas assumidas, parte é reserva para os próximos 12 meses, e só o que sobra depois disso entra numa conta de décadas. Separar essas três parcelas muda mais o plano do que a escolha do que comprar.

Há decisões que vêm antes e não são de investimento: ITCMD e inventário na herança, ganho de capital e cláusulas do contrato na venda de empresa, pendências societárias, efeito do regime de bens. Isso é conversa com contador e advogado, e o prazo fiscal costuma ser mais curto que a pressa de alocar.

Ficar 30 ou 60 dias sem decidir é uma decisão legítima. Entre decidir rápido e decidir certo, o prazo curto é o que pesa menos: a estrutura acompanha você por décadas.

Sou PJ e tiro pró-labore. Meu contador cuida da empresa e ninguém cuida do resto. Por onde eu começo?

Comece pela fronteira que ninguém cobre. O contador cuida do regime tributário e da apuração da empresa, o advogado cuida do societário, e no meio fica um conjunto de decisões sem dono: o que fazer com o caixa que se acumula na PJ, em que proporção sair pró-labore e distribuição de lucros, e para onde vai o dinheiro depois que chega na pessoa física. Todas têm efeito tributário e efeito patrimonial ao mesmo tempo, e é por isso que ficam órfãs.

Duas contas mudam quando a renda vem de PJ. O patrimônio que sustenta a sua independência inclui o que está dentro da empresa, e ignorar isso subestima o que você já construiu. E a contribuição ao INSS tem teto, com o benefício futuro limitado por ele: tudo que o seu padrão de vida passa disso precisa sair de algo que você construiu antes.

Escrevi o caso em detalhe para médicos, e a estrutura vale igual pra advogado, dentista ou sócio de empresa pequena. A conta é a mesma; muda o nome da profissão.

Como você é remunerado? Eu pago alguma coisa por isso?

Sou remunerado pelo intermediário, não por você diretamente. Dentro da assessoria existem dois modelos, e a escolha é sua.

No comissionamento, a XP recebe receita na distribuição dos produtos e repassa uma parte ao escritório credenciado, que remunera o assessor. Você não paga honorário a mim pela conversa, pelo plano ou pelo acompanhamento. No fee fixo, você contrata por escrito um percentual anual sobre o patrimônio, e a minha receita deixa de variar conforme o produto.

O comissionamento cria conflito de interesse potencial, e dizer onde ele está é melhor do que fingir que não existe. É por isso que eu apresento os dois modelos na primeira conversa, com o que muda em cada um. O intermediário também é obrigado a divulgar ao cliente informações sobre a remuneração que recebe na distribuição.

A Valor atende em três formatos, e eu atuo em um deles: a assessoria. Consultoria de valores mobiliários e carteira administrada não são prestadas por mim — são serviços de empresas do grupo com registro próprio na CVM para isso, cada uma com o seu diretor responsável. Se você quiser conhecer os outros dois, eu apresento quem responde por eles.

Qual é a diferença entre assessor, consultor e gestor de investimentos?

São três registros, e cada um permite uma coisa. O assessor de investimentos, regulado pela Resolução CVM 178, atua vinculado a um intermediário, distribui os produtos dessa instituição e é remunerado por ela. O consultor de valores mobiliários tem registro próprio, é remunerado diretamente pelo cliente e pode analisar e recomendar ativos de forma personalizada. O gestor de recursos decide pela carteira mediante mandato: o cliente delega, e o gestor executa sem consultar a cada movimento.

Eu sou assessor. Na prática, isso significa que nenhuma ordem sai sem a sua autorização.

Planejador financeiro CFP é certificação, não registro: soma-se ao papel de qualquer um dos três e organiza as seis áreas do planejamento financeiro — fluxo, investimentos, proteção, aposentadoria, tributação e sucessão.

Qual dos três serve depende de quanto você quer delegar.

Tenho dinheiro em três instituições diferentes. Como eu enxergo isso tudo junto?

Dá para enxergar tudo junto sem mover um real. Cada instituição reporta a própria fatia, com metodologia e data de corte próprias, então o número que decide, que é o patrimônio total medido contra o seu objetivo, não existe em relatório nenhum. Ele só aparece quando alguém junta as partes na mesma régua.

O que se faz é aritmética, não avaliação: você soma o que tem em cada instituição e mede esse total contra o objetivo escrito. A pergunta que isso responde é “quanto eu tenho e onde estou em relação ao que eu quero”. A pergunta “qual dessas aplicações rendeu mais” é análise de valores mobiliários, e isso está fora do que eu posso fazer.

Enxergar junto não implica transferir nada. Manter patrimônio dividido entre instituições tem razões legítimas, e a visão consolidada funciona igual.

Seis relatórios desencontrados não formam uma conta de aporte.

Existe um valor mínimo para ser seu cliente? Meu patrimônio é pequeno demais?

Existe, e ele não fecha a porta. A minha assessoria direta atende a partir de R$ 1 milhão de patrimônio. Abaixo disso, fale comigo do mesmo jeito. Eu direciono você a um profissional qualificado do meu time, na mesma estrutura e na mesma plataforma, e a conversa acontece igual.

Fora o valor, o que define encaixe é o horizonte medido em anos, a disposição de seguir um plano escrito e revisá-lo, e uma decisão real na mesa: um aporte, um resgate, uma aposentadoria com data, um evento de liquidez.

Se você ainda não sabe onde está, a ferramenta de planejamento do site é gratuita, leva cerca de 6 minutos e não pressupõe patrimônio nenhum. Ela devolve em PDF uma projeção construída sobre as premissas que você mesmo informa, e é simulação, não promessa de resultado.

Como funciona a primeira conversa com você? O que eu preciso levar?

Você não precisa levar nada. A conversa leva entre trinta minutos e uma hora, e ela é sobre você: qual é o objetivo, em que prazo, o que já está decidido e o que está travado. Patrimônio entra depois, em ordem de grandeza, porque a estrutura vem antes do produto. Não há apresentação de produto.

Documento não é preciso nesse primeiro encontro. Se para a segunda conversa eu precisar de algum, eu peço na hora.

Você termina sabendo em que ponto do próprio plano está e quais decisões estão em aberto, mesmo que nunca vire cliente.

No fim, uma de duas coisas: se houver encaixe, combinamos o plano — objetivos, prazos e a cadência de revisões, que está descrita em Sobre. Se não houver, eu digo na hora e indico o caminho que faz sentido. Em nenhum dos dois você sai devendo alguma coisa.

Se eu virar seu cliente, onde fica o meu dinheiro? Preciso trocar de banco?

A conta é aberta na XP, em seu nome, e os ativos ficam sob a sua titularidade. Eu não movimento recursos, não tenho mandato para alocar e não executo ordem sem autorização sua. Cada movimento é discutido antes de ser executado, e isso é desenho da regulação: o assessor distribui e acompanha, quem decide é o titular.

A sua conta bancária do dia a dia continua onde está. Salário, contas e cartão não precisam mudar de lugar pra você ter investimentos em outra instituição, e muita gente mantém esse arranjo por anos.

Onde conferir sem depender da minha palavra: a consulta pública de assessores de investimento, a relação de assessores autorizados publicada pelo próprio intermediário, e o contrato que você assina na abertura de conta. São três consultas públicas e nenhuma passa por mim.

Você atende quem mora fora de São Paulo? Como funciona o acompanhamento a distância?

Atendo de São Paulo, presencial ou por vídeo, e boa parte das conversas acontece na tela mesmo com quem mora a vinte minutos daqui. A unidade da Valor Investimentos onde trabalho fica em São Paulo, e a Valor tem unidades no Espírito Santo, em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Minas Gerais, em Goiás e no Distrito Federal. A operação é executada pela infraestrutura da XP, que é a mesma em qualquer endereço.

O que a distância muda é o formato do encontro. A cadência das revisões e a estrutura de custódia continuam iguais, e dúvida no meio do mês chega por WhatsApp de qualquer estado.

Se você mora fora e quer testar como funciona, a primeira conversa por vídeo custa uma hora do seu dia.

Se a sua pergunta não está aqui, me chame.

Ela provavelmente é específica demais para uma página. Havendo encaixe, seguimos; não havendo, você sai sabendo mais do que entrou.